segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Periguete procura auxílio

Meu nome é Maria Augusta dos Anjos. Ano passado passei por um transplante de coração, fui receptora da jovem Eloá, assassinada pelo namorado Lindembergue em Santo André. Caso que teve tanta repercursão na mídia.

Acontece, pastor, que depois do transplante minha vida virou de cabeça pra baixo. Minha personalidade, meu proceder estão totalmente diferentes e isto vem me prejudicando bastante.

Antes eu gostava de músicas típicas do Pará, Forró, Xaxado e bandas como Aviões do Forró, Jatinhos do Forró, Cavaleiros do Forró, Bonde do Forró, Trem do Forró, Calcinha Preta e Calypso. Agora só consigo ouvir Funk e agora freqüento os bailes na periferia de Belém, correndo risco de vida, pois só a escória da sociedade aparece nestes locais.

Além disso agora me sinto compelida a usar tomaras-que-caia, calças jeans extremamente apertadas e shortinhos que são escandalosos. Pra mim este tipo de vestimenta não cai bem, pois já tenho 38 anos. Passo o dia todo usando MSN utilizando português característico, cheio de emoticons, além de perder meu precioso tempo no orkut.

Antes eu era muito apegada à Deus, agora minhas aimgas evangélicas andam me chamando de 'Periguete' pelas costas. Quero voltar a ser o que era antes, perdi meu namorado e agora só me sinto atraída por jogadores de futebol, corinthianos, vidas-loka criminosos, sobretudo seqüestradores e assaltantes.

Já tentei me consultar com o neurologista mais conceituado do HCG de Belém, doutor Landislau, e fui até mesmo na mãe de santo, mas nada resolveu.

Por favor, te suplico, me ajude Pastor Silas!

Cara, Maria. Este é um caso típico de possessão espiritual. A jovem, que faleceu naquele incidente trágico está lhe utilizando como cavalo para fazer o que lhe alegrava em vida. Seu erro foi ter procurado médicos e até mesmo um centro-espírita. Isso só faz piorar a situação. Você correu um risco de contrair mais encostos ao desgraçar sua honra entrando num local daqueles.

Recomendo urgentemente que compareça até nossa Igreja com um cumpom de desconto em mãos e se submeta à um banho na piscina sagrada. Só assim você e a a alma da menina terão descanso.

Só tenha cuidado com o Lindemberg, ele pode tentar reaver o coração que tanto queria.

A Paz.

Pastor Silas.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Empreendedor pergunta

Pastor, ano retrasado tive uma idéia brilhante de investimento: Criar Tatu. Aqui em Imperatriz do Maranhão tem em abundância, cada exemplar custa lá seus 50 reais e são meio difíceis de serem pego, mas a carne é deliciosa.

Meu plano era fazer um buraco, acimentar, encher de terra e cercar. Depois ia colocar um tatu macho e uma tatu fêmea pra cruzarem, ia plantar uma roça de mandioca em cima e deixar eles se reproduzirem.

Claro, amarraria um barbante em cada um e na ponta colocaria uma vareta. Quando eles se enterrassem a vareta ficaria pra fora. Aí no momento em que já estivessem prontos pro abate era só eu puxar a cordinha. Bastante engenhoso, não é?

Os ovos eu colocaria na chocadeira elétrica mesmo, afinal, as fêmeas poedeiras cruzariam mais sem ter ovo pra esquentar.

Como ninguém nunca pensou nisso antes? O pessoal adora comer um tatu, mas nos açougues só se vendem vaca, porco e frango. Tatu é brasileiro, e nunca nenhum empresário pensou em fazer um criatório pra vender em massa.

Não perdi tempo, pastor, fiz um financiamento na Caixa Econômica Federal, aluguei 5 alqueires de terra, fiz uma empreita pra furada do buraco com pá mecânica, depois fiz as piscinas, enchi de terra e depois fui à caça. Capturei várias espécimes: Tatu-bola, Tatu-Canastra, Tatu-Galinha, Tatu-Rabo-de-Porco, Tatu-Péba, etc.

Formei os casais e coloquei cada raça separada numa porção e comecei a já oferecer tatus na cidade.

Antes que eu efetuasse qualquer venda levei um belo "fecha" do fiscal do Ibrahma, lá mesmo na propriedade em que eu era locatário. Fiquei recluso por um ano e cinco meses, fui multado, perdi toda a criação. Ou seja, me fudi feio. Agora, sem trabalho, sem recursos não vou conseguir saldar minhas dívidas com a Caixa.

Daqui uns dias perco o único bem que me resta, a minha casa está penhorada e vai à leilão se eu não quitar minhas descomponhas.

Pois acontece que agora não posso fazer outro empréstimo com o nome sujo. Também não quero ficar devendo pra agiota e depois levar tiro pelas costas. Quero pedir encarecidamente ao senhor que me empreste a quantia simbólica de 250.000 reais, tive outra iluminação do espírito santo. O que vai dar dinheiro agora é capivara!

Josemar

Caro Josemar, fico admirado com sua disposição e coragem nos investimenos. Suas idéias são arrojadas e dinâmicas, se não fosse o seu problema com a fiscalização talvez você estaria rico hoje. A nossa Igreja contudo não faz investimentos na área de agropecuária, pois toda arrecadação é voltada para obras sociais.

O que posso fazer por você é só rogar à Deus para que seu caminho seja iluminado. Ore mais, frequente mais a nossa Igreja, contribua também. Tudo o que você falou só mostra que sua vida está amarrada, todo seu esforço em vão. O que é edificado em Deus prospera, o que não é só tende a fenecer com o tempo. Tenha apego que tudo sairá como o planejado!

Torço para que seu negócio com capivaras dê certo!

Abraços e Paz.

Pastor Silas.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Renata, patroa macumbeira

Meu nome é Madeinusa, sou diarista, trabalho há 15 anos no ramo.

Meu serviço me abre muitas portas, conheço vários tipos de pessoas, patroas ótimas, mas, infelizmente, às vezes sou obrigada a trabalhar para gente da pior estirpe, gente que não tem Cristo no coração, tarados, e até mesmo espíritas.

Ano passado fui contratada por uma senhorita emergente. Sua casa era muito bem estruturada, no bairro morumbi. Era um apartamento de 340m², oito quartos, 3 televisões, 4 freezers, 12 aparelhos de ar condicionado.

A dona, uma pessoa muito vistosa e simpática, solteira, morando numa casa daquelas. Devia ser muito rica, meu primeiro pensamento foi de que ela era evangélica como eu, pra ser tão bem sucedida.

Seu nome era Renata, 90 de busto, 100cm de quadril, 55 quilos, cabelos ruivo. Na nossa primeira conversa ela disse que achou meu nome peculiar. - Peculiar? Perguntei. Meu pai viu esse nome escrito atrás no nosso primeiro aparelho televisor, na época ainda em preto e branco, da marca Phillips. Ao ouvir isso ela riu-se. Fiquei muito nervosa mas relevei, afinal de contas não queria encrenca no primeiro dia.

Apesar disso, depois dessa má primeira impressão me concentrei apenas no trabalho. Ia lá 3 vezes por semana dar uma faxina, ariar as panelas, lavar as roupas, passar, encerar o chão e lustrar a prataria.

Tudo corria bem nas primeiras semanas, até que passei a notar coisas estranhas acontecendo. Estava eu, com meu amigo de longa data, o esfregão, limpando o piso de madeira pau brasil, de uma coloração escarlate intensa e notei, em cima do criado mudo um tóten do umbanda. Cristo Pai! Seria a dona da casa uma espírita? Ou pior, membro da maçonaria?

Depois que vi aquilo, trabalhar lá se tornou um martírio, medo a todo instante e muita insegurança. Eu andava pelos longos corredores com o coração apertado. Uma energia tenebrosa emanava daquele apê. Cada dia eu achava mais pistas de sua religião: Uma camiseta estampada com o nome de um centro espírita: "Casa de Umbanda Vovó Maria Conga",pa nfletos com imagens de Iemanjá e outros demônios e finalmente, limpando sua estante encontrei a prova definitiva: Um disco LP do Cid Guerreiro.

Pra quem não sabe, Cid Guerreiro é um cantor baiano, de Salvador, fez sua carreira consagrada pelo Diabo, cantava odes à pomba-gira cigana e invocava entidades através de seu canto e da batida frenética da zabumba e percurssão muito bem esquematizada.

Inclusive ele compôs várias músicas da nefasta Xuxa, como Tindolelê, Ilariê, etc. É de conhecimento público o envolvimento de Cid e Xuxa com o pai de santo Enrico das Almas, um dos mais conceituados na década de 80. Foi graças ao trabalho dele que os dois alçaram grande sucesso na televisão. Inclusive o nome Xuxa é a contração de EXUXA, uma temida entidade do espiritismo afro soteropolitano. Todas as músicas com inspiração no candomblé e com mensagens subliminares para levar as crianças ao mundo da macumbaria.

Depois desta revelação fiquei decidida a pedir conta e ir embora daquela casa, o único porém é que a grana que eu ganhava lá era boa. Apesar de adorar o Tranca-Rua ela fazia trabalhos assistenciais para ajudar um orfanato, e angariava donativos, remédios, roupas e etc para as crianças. Mas no fundo eu sabia que aquilo tinha uma motivação oculta: as crianças seriam usadas em rituais espirituais posteriormente.

Minha filha, na época, passava por uns por problemas de saúde, tinha asma, bronquite, alergia, rinite aguda, gastava muito com os remédios e Tonhão, meu marido estava ganhando pouco com o moto-taxi.

Tive que me sujeitar à trabalhar para Renata, mesmo sabendo que sua opçao religiosa era oposta à minha. Eu adorava a Deus e ela ao Diabo.

Tracei um plano, fiquei decidida a salvar a alma de minha patroa. Apesar do umbanda ela me tratava muito bem e me pagava até décimo terceiro, pis, paseg, gefip, dpvat, fgts, inss, etc.

Ela me ajudava, pagou várias consultas e remédios para minha filha na rede particular. Eu havia jogado o cartão da UNIMED fora, como instruiu nosso pastor Abimael. Ela mostrava muito afeto pela menina. Pensam que eu não sei? No mínimo ela seria usada como oferenda de natal em algum ritual realizado à luz da lua, com pessoas nuas dançando em círculos, banhadas em sangue humano. E nós, que conhecemos as palavras de Jesus, sabemos que eles precisam de crianças puras, virgens e inocentes. Portanto, que oferenda seria melhor do que a minha filha, que desde que nasceu está sob a luz de Jesus? Ela é muito mais pura do que outra criança que não tenha sido batizada na piscina sagrada. Isso despertava minha desconfiança quanto suas "boas intenções". Não obstante disso, no natal presentou-a com uma boneca Barbie, que eu fiz questão de jogar fora no fogo, pois já tinha conhecimento da arte vodu.

Passe então a lhe convidar praticamente todos os dias para ir ao meu culto, falava pra elas sobre as obras realizadas pelos pastores, e dos males do espiritismo. Quando eu começava a falar sobre a bíblia ela já se irritava dizendo: "Madeinusa, não me torra a paciência!" Essa irritação não era normal. Com absoluta certeza era ação de algum obsessor espiritual, dos mais tenebrosos.

Tentei vários approachs, mas nada funcionava. Até falei que ela, por não ser evangélica, não tinha filhos nem marido, porque para alcançar essa graça só com muito apego de Deus. Descontente com minha insistência, e nervosa por eu ter jogado fora umas taças de champagne ritualiísticas, ela acabou por me despedir. Ainda assim, pelo menos teve a decência de me pagar todos os direitos, instituídos pelo Getúlio Vargas, em 1945.

No último dia de trabalho lhe roguei uma praga cristã. Lhe disse em alto bom tom: "Patroa, você é uma pessoa muito boa. Deixe essa vida ou você amargurará a eternidade sua derrota!"
Quando falei aquilo vi o temor em seus olhos, pois ela temia o poder Divino. Fui embora de alma lavada.

Passei por alguns maus bocados depois que saí. O seguro desemprego logo acabou, nos meus primeiros 6 meses de descanso, tive que entrar com uma ação trabalhista contra a Renata, pois meu marido Tonhão disse que eu não devia ter aturado aqueles maus-tratos.Roguei à Jesus para que o juíz Olavo Botelho, que graças à Deus também é evangélico, dar o veredicto e conseguir um o que era meu por direito. Consegui uma boa quantia, que me possibilitou ter uma vida bem melhor. Já Renata se atolou em dívidas de jogo, drogas (Xenical , Anfetaminas, Herbalife, Dietshake) perdeu o apartamento, teve seu carro leiloado, seu orfanato foi fechado e ela engordou uns 20 kgs.

Hoje vivo numa casa bem maior, tenho um carro Gol Geração 5, uma moto honda CG FAN 125 cc, troquei o giclê para rodar no álcool.

Mas vejam, irmãos, como a situação se inverteu: Estes dias bate à minha porta ela, minha ex-patroa. Oferecendo seus serviços. Hoje ganha a vida como manicure e pedicure. Todo mês a ajudo como forma de retribuição, mas ainda não consegui convertê-la, mas com perseverança ainda tenho fé em salvá-la.

Que meu relato sirva de lição para todos os irmãos que cairam no espiritismo. Ainda há salvação.

Madeinusa Blequendequer Silva

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O que é Budismo

Nos países não-cristãos se ploriferam as crenças mais ridículas e absurdas. Uma das mais difundidas hoje é o budismo, que conta com algumas variações, o Zen-Budismo, o Brahmanismo e o Hinduísmo.

O budismo é um candomblé oriental, o sincretismo é bem semelhante: fazem danças venerando os deuses, encorporam entidades, fazem trabalhos de amarração e evocam espíritos.

Buda, o fundador

Esta religião surgiu na Índia, há aproximadamente, 3.000 anos. O seu fundador foi Siddartha Gautama, um príncipe hindu que não queria fazer nada. Não queria comer, não queria trabalhar, não queria tomar banho, não fazia benfeitorias em seu reinado, não se preocupava com o aspecto social ou político, deixando o povo na total miséria e pobreza. Seu desapego material e às pessoas era preocupante. Em linguagem chula, ele estava, literalmente, cagando e andando.

Enquanto seu reino entrava em colapso econômico, e com o social abalado, ele se sentava à beirada de um pé de cedro e ficava em absoluto repouso, bastante despreocupado da vida. Viveu e morreu sem fazer nada de construtivo. Mesmo assim, ele é equivalente à Jesus Cristo, nesta religião infecta.

Preceitos do Budismo

O Budismo prega desapego material, e utiliza um sistema de balança para medir os pecados. Cada boa ação é creditada no DHARMA e as más ações são debitadas do KHARMA. Depois da morte é feito o balancete, e dependendo do saldo, a pessoa vai para determinado lugar. Se for positivo, a alma vai para o Nirvana, se for negativo, a pessoa volta para o planeta Terra em forma de um animal reencarnado. Pode parecer piada, mas é nisto que eles acreditam. Pobres coitados.
A Bíblia ( Mahabharata )

O Má-barata, escrito por bramanes, narra as aventuras de Arjuna, um pescador em busca de vingança pelo assassinato de seus irmãos. Munido somente de um arco e flecha, ele, juntamente com o super-poderoso Krishna, um ser azul que podia voar e disparar raios com as mãos, ataca o reino inimigo e os derrota depois de uma peleja fantástica, com naves voadoras, animais falantes e armas incríveis capazes de dizimar cidades inteiras..

Apesar de interessante, é uma história exagerada e fruto de uma imaginação consumida por opiáceos e pela erva cannabis sativa, muito utilizada na época de antanho.

Assim como o umbanda, veneram vários deuses antropozoomorficos, ou seja, que possuem forma de homens e animais. Este tipo de adoração descende da era da pedra lascada, quando a raça humana ainda não tinha sido iluminada por mensageiros de Deus judeus, como Moisés, Jesus e o profeta Ezequiel.

A bíblia proíbe veementemente a adoração de imagens, mas eles insistem em fabricar aqueles Budinhas, pra colocar moedas.

Vou listar algumas das entidades e seus respectivos poderes:

Ganesha

O Deus-Elefante, representa a prosperidade financeira e a fartura. Seja ela de dinheiro, comida e mulheres. Adora o excesso. Promete benefícios em troca de sacrifícios animais e humanos (virgens).

Brahma

Deus de três faces. Protege os políticos corruptos e os álcoolatras. Cada face representa uma mentira. O avatar da dissimulação, malemolência e descaramento.

Crom

Deidade da força física e da coragem. Ele ri da fraqueza e despreza os derrotados. A bondade não é de sua natureza. É considerado invencível no combate de espadas. Possui força física avantajada e reflexos e sentidos aguçados. Ele também é um líder nato e excelente estrategista militar.

Shiva

Shiva, o destruidor. Tido como o Exu do budismo. Entidade que é evocada quando se deseja propiciar o mal àlguem. Geralmente levados por inveja e/ou perjúrio, os budistas fazem oferendas à Shiva para que seus inimigos caiam por terra. Mas, se assustem, irmãos, quem crê em Deus nada teme.

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Assim, finalizando, desmitifico novamente uma 'religião'. Saibam, ó, amados. Não existe a salvação fora do protestantismo. Está escrito e eu atesto.

A paz.

Pastor Silas.

sábado, 15 de agosto de 2009

Sacrifício Caprino

Pastores, meu nome é Geferçon Augusto Brito, sou natural de Campo Formoso, Bahia. Durante minha infância, devido à labuta da roça, não tive oportunidade de estudar. Arava a terra de manhã, plantava as sementes à tarde e regava de noite. Era uma vida sofrida, minhas mãos eram repletas de calos e minha pele enrugada pelo rigor do sol. Às vezes, quando haviam festas, vestia-me com a roupa da missa e saía à caça de uma boa parideira para me satisfazer, mas devido minha feição rude, nunca conseguia nada, acabando sempre me aliviando com a Juju, cabritinha leiteira da roça do meu tio Gumercindo. Aos 28 fui morar em Feira de Santana com uns primos. Eles cursavam história na UEFS. Feira de Santana é conhecida nacionalmente pela pouca honestidade do seu povo, sendo considerada a capital nacional da pirataria. Lá, você encomenda peças usadas, ou seja, os próprios comerciantes roubam os carros para fazer desmanche.

Durante o dia, ficava assistindo TV globinho e sessão da tarde enquanto meus primos estudavam. Nos finais de semana, nas repúblicas vizinhas, me saciava com as orgias praticadas pelos estudantes, sempre muito embriagados e emaconhados (prática comum dos historiadores). Aos poucos fui me desligando de Cristo, apesar de ser de família católica, eu sempre resguardei honra e dignidade. Durante essas orgias, eu me aproveitava das estudantes inconscientes e praticava sexo com elas. Eu até tentava seduzir algumas moçoilas, mas minha feiúra era primaz nas relações, então, sempre namorava as desmaiadas.

Apesar da satisfação carnal, eu sentia que algo me faltava. Não era dinheiro nem luxo, afinal, sempre fui humilde. Com essa angústia, passei a freqüentar as noites dos bairros e, com questão de tempo, estava eu envolvido com a escória da sociedade. Eram viciados em narcóticos, prostitutas, espíritas e até membros da maçonaria. Aos poucos comecei a freqüentar esses ambientes sórdidos. Seções de espiritismo, missas católicas noturnas e rituais maçons. O estopim da minha crise existencial foi a cena de um cordeiro sendo sacrificado para alimentar o exu-maçon. Na hora em que a faca rangeu no pescoço daquele pobre cordeiro, subitamente me lembrei de Juju e de tudo que passamos juntos. Lágrimas correram-me nas faces e um sentimento de raiva tomou meu corpo. Fui como um louco para cima do Grão-mestre, que jogou a cabrita e deflagrou um golpe no meu abdomen. Era uma faca Tramontina de aço inoxidável, com fio muito cortante. Devido à sua precisão ninja, com um só corte meus intestinos saltaram para fora do meu corpo. Fiquei insanamente eqüitativo, parti pra cima dele e num só salto, finquei a faca no seu músculo esternocleidomastóideo, derrubei um dos castiçais e agarrei a pobre cabritinha nos meus braços. Com uma mão segurava a ex-oferenda e com a outra meus intestinos. Saltei o muro principal num só impulso, inspirado na medalhista olímpica Maurren Maggi. Quando pousei do outro lado, devido aos ferimentos, acabei por desmaiar.

Depois de três dias em coma profundo, fui acordado por uma luz intensa que se assemelhava ao sol. Eu mal podia enxergar devido à sua exuberância. Poucos segundos depois, percebi que se tratava do Pastor Roberval Santana, que fazia sua visita semanal aos leitos das UTI’s, salvando pacientes terminais, como eu mesmo. Depois daquela visita, me recuperei das cirurgias (mal sucedidas) em algumas horas.Hoje sou um afamado obreiro da IPS.

Zinedine Zidane e a revelação da Copa de 98

Pastor Roberval, meu nome é Julian das Neves, sou natural de Salvador. Esse é o meu relato de fé, espero que o Senhor leia-o e divulgue, para que assim, ao ler, as pessoas não tomem o caminho errado, como eu fiz.

Tudo começou no ano de 1998. Durante a final da copa do mundo de futebol, meu cunhado, Sirlei, adquiriu uma TV CCE 29 polegadas com controle remoto, som estéreo, closed capition, função DSC e sleep. A novidade foi tão bem recebida, que toda a vizinhança vinha conhecer aquela obra de arte da eletrônica pós-moderna.

Toda a família se reunia durante as partidas. No exato dia da final, organizamos um churrasco grandioso. Fomos ao açougue do Julhão, compramos 2 kg de alcatra, 2 de picanha, 3 de fraldinha, 5 de coxão duro e 5 de calabresa sadia pré-cozida. Partimos em direção ao Boteco do Seu Borba, no qual compramos 1 caixa de Antártica Pilsen, 2 litros de Pitú e 1 carote de leite de onça.

Pronto, nossa festinha estava armada. Chegamos em casa e começamos o churrasco, embalados ao som de Zeca Pagodinho e Leci Brandão. Começado o jogo, eu já empanzinado com tanta carne e cerveja, a cada lance do Rivaldo eu ia à loucura, até que a França marcou o primeiro. No exato momento senti uma agulhada na altura do pâncreas, mas como já estava embriagado relevei.

E lá veio o segundo gol, e sua conseqüente pontada. No terceiro, desmaiei. Eu vomitava sangue e expelia um grosso pus alaranjado pelo ânus. Apesar da eminente embriaguês familiar, fui levado ao Hospital Geral do Estado no Volkswagen TL 1.600 com carburação dupla e cilindros em linha (boxter), rumamos à toda velocidade, forçando seu potente motor quatro tempos de 65 cavalos e exigindo ao máximo o câmbio manual de 4 marchas.

Saímos à toda velocidade e, quando alcançamos a avenida paralela, seu painel retrô indicava 140km/h. Pouco menos de cinco minutos e já estávamos na entrada do pronto socorro. Depois de toda aquela descarga de adrenalina, recobrei a consciência e já estava me recuperando do baque. A terapêutica denunciou a presença de cancro, infecção generalizada, câncer de próstata e Hepatite C.

Deram-me seis meses de vida. Entrei em depressão e tentei suicídio 3 vezes. Na quarta tentativa, me joguei na avenida mais movimentada de Salvador. Só esperava que um caminhão me fizesse de lombada e ceifasse de vez meu sofrimento.

Foi ai que uma pick-up freou a tempo de não me matar. Era uma Cherokee LX5 5.9 V8 Limited com teto Solar, ano 1998/1999 à Diesel.Era o pastor Roberval, que acabara de sair de uma partida de tênis na Costa do Sauípe. Ele me deu carona até a sede principal da IPS, no bairro de Cajazeiras. Depois de muita oração e seguidos batismos na piscina sagrada, fui curado de todas as patologias. Lá fui alimentado de corpo e alma, casei-me com uma varoa evangélica de 16 anos, depois do sorteio de casais. Hoje sou um empenhado obreiro, cuja missão é evangelizar a todos os transeuntes, sendo especializado em converter pessoas com baixa auto-estima.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Revolução

Pastor Silas, sou funcionário público e aqui na repartição tá rolando uma circular falando que o Edir Macedo em conjunto com pastores de outras igrejas estão formando uma milícia armada cristã que tem como objetivo tomar o poder em Brasília. Que planejam entrar no senado metralhando todo mundo, por abaixo o nosso estado laico e estabelecer uma ditadura à lá Irã do Ahmadinejad.

Inclusive na circular seu nome está relacionado com a compra das Ak's-47, munição tracejante, Artilharia pesada de 0.50 polegadas anti-tanque, rifles de precisão AWP, granadas, etc.

Há também provas irrefutáveis, embasadas em documentos oficiais que mostram que vários fiéis estão recebendo treinamento militar.

Bem, como sou evangélico fiquei muito feliz ao ler isso. Tenho certeza de que se o santíssimo pastor ocupasse o lugar do Sarney e Edir Macedo o lugar de Lula o país seria muito melhor, além de ser ungido pelo Espírito Santo.

O protestantismo está ganhando espaço e já passou da hora de mandarmos neste país que é invadido pela devassidão do umbanda e espiritismo-católico.

Avante, Silas.
Caro, funcionário público, não acredite em qualquer bobagem que te passem. Isso não é verdade, as armas foram compradas pra proteção dos templos e nossas residências. Também não houve treinamento militar. Este texto que está circulando em diversas universidades, igrejas e repartições públicas é de autoria de algum espírita querendo nos difamar.

Espero que fique claro que não pretendemos fazer nenhuma revolução armada e não possuímos nenhuma milícia.

Mas até que não seria uma má idéia eu ser o presidente do Brasil.

A paz,

Pastor Silas.